CAPÍTULO 03
RESUMO DA NOVELA O QUINZE
Chegou a desolação da primeira fome. Vinha seca e trágica, surgindo no fundo sujo dos sacos vazios.
_Mãezinha, cadê a janta?
_Cala a boca, menino! Já vem!
_Vem lá o quê!...
Angustiado Chico Bento apalpava os bolsos... Nem um triste vintém. Lembrou-se da rede nova que comprara em Quixadá por conta do vale do Vicente. Antes dormir no chão do que ver os meninos chorando, com a barriga roncando de fome. O vaqueiro saiu com a rede.
_Vou ali naquela bodega, ver se dou um jeito...
Voltou mais tarde, sem a rede, trazendo uma rapadura e um litro de farinha:
_Tá aqui. O homem disse que a rede estava velha, só deu isso, e ainda por cima se fazendo de compadecido...
Faminta, a meninada avançou; e até Mocinha estendeu a mão com avidez. O que representava aquilo para tanta gente? Horas depois, os meninos gemiam:
_Mãe, tou com fome de novo...
_Vai dormir! Parece que tá espritado! Soca um quarto de rapadura no bucho e ainda fala em fome! Vai dormir!
E Cordulina deu o exemplo, deitando-se com o Duquinha na tipóia muito velha e remendada. A redinha estalou, gemendo. Ela se ajeitou e ficou quieta, as pernas de fora, dando ao menino o peito repuxado.
Chico bento estirou-se no chão. Logo, uma pedra aguda lhe machucou as costelas.
_Ah! Minha rede! Ô chão duro dos diabos! E que fome!
Levantou-se, bebeu um gole de água na cabaça e inutilmente procurou dormir. A rede de Cordulina que tentava um balanço para enganar o menino_ pobrezinho! O peito estava seco como uma sola velha! _ gemia, estalando nos rasgões.
E o intestino vazio se enroscava como uma cobra faminta e em roncos surdos resfolegava furioso: rum, rum, rum...
De manhã cedo, Mocinha foi ao Castro ver se arranjava serviço, uma lavagem de roupa, qualquer coisa para ganhar uns vinténs.
Chico Bento também já não estava no rancho. Vagueava à toa, diante das bodegas enganando a fome e a lembrança que lhe vinha da meninada chorando e do Duquinha gemendo: “Tô tum fome! Dá tumê!”.
Parou. Num quintalejo, um homem tirava leite de uma vaquinha magra. Chico Bento estendeu o olhar faminto, mas sentiu vergonha. Sentiu a cara ardendo e um engasgo na garganta. Mas lhe zunia ainda aos ouvidos: “Mãe, dá tumê...”.
Mocinha chegou animada:
_Tem lá uma mulher que carece de uma moça mode ajudar na cozinha e vender na estação. Cordulina pergunta quem é.
_Sei direito não... Parece que se chama Eugênia...
_E tu não tem pena de ficar aqui, mais esses estranhos?
_Assim... Quem não tem pai nem mãe, como eu, pra todo o mundo é estranho...
Mocinha despediu-se de seu povo. Cordulina a abraçou chorando. Chico Bento deu-lhe a mão com gesto desafetuoso e mole de sertanejo. Mocinha levantou o Duquinha:
_Adeus, meu bem! Tome a bênção de sua tia! O pequeno a agarrou pelo pescoço.
_Adeus, meu filhinho!
Cordulina o prendeu aos amarradilhos da cangalha. O menino tomou o choro e ficou quase um minuto roxo. Depois tornou e eles partiram.
Deitado numa cama de trapos, arquejando, estava um dos meninos de Chico Bento, o Josias. O ventre lhe inchara como um balão. Estavam arranchados numa velha casa de farinha. Desde a véspera, josias adoecera.
De tarde, quando caminhavam com muita fome, tinham passado por uma roça abandonada. Josias, que vinha atrás, distanciou-se. Ele então foi ficando para trás, entrou na roça, escavacou o chão com um pauzinho numa cova onde um tronco de manipeba apontava. Arrancou-lhe mais ou menos a casca e roeu todo o pedaço amargo e seco, até que os dentes rangeram na fibra dura.
Quando se juntou ao grupo que já estava arranchado, a mãe perguntou:
_Que foi Josias? Você anda abestado ou isso é ruindade? Que foi que andou fazendo?
_Nada não... Fiquei ali...
Chico Bento tinha saído a procura de qualquer coisa e deu também com a roça; com algum trabalho conseguiu arrancar uns pedaços de raiz. Enquanto Cordulina ia raspando para um beiju, Josias ao lado dela fazia de vez em quando uma careta e disse a mãe que estava com dor de barriga. Ele contou a história da minipeba. Cordulina levantou-se assustada:
_Meu filho! Pelo amor de Deus! Você comeu mandioca crua?
Assombrado e sentindo a dor mais forte, o pequeno começou a chorar. Cordulina andou até o terreiro limpo, procurando na terra umas folhas para um chá. E enquanto fazia o chá gritava chorando para o marido:
_Chico! Chico! Valha-me Nossa Senhora! O Josias se envenenou!
O QUE SERÁ QUE VAI ACONTECER COM JOSIAS?
NÃO PERCA O PRÓXIMO CAPÍTULO!
segunda-feira, 19 de abril de 2010
terça-feira, 6 de abril de 2010
CAPÍTULO 02
RESUMO DO LIVRO O QUINZE
Vicente falou lentamente, no vaivém do balanço:
_É... Aliás, eu não devia andar comprando gado agora... Mas vamos ao curral para você ver os animais que eu tenho.
Afastaram-se para o curral. Quando o vaqueiro montou novamente, o rapaz disse, a modo de despedida:
_Pois de manhãzinha bem cedo mande o rapaz buscar o animal e a ordem do dinheiro para o Zacarias da feira.
Chico Bento saiu com escuro. Pensava na troca. Umas reses tão formosas! Por um babau velho e cinqüenta mil réis de volta! O que é a gente estar na desgraça...
Agora ao Chico Bento, como único recurso, só restava arribar. Sem legume, sem serviço, não havia de ficar morrendo de fome enquanto a seca durasse. Combinou com a mulher o plano de partida. Ela ouviu chorando. Queria ir pro Amazonas, pois lá não morreriam de fome porque sempre há borracha e serviço.
Cordulina sentiu um aperto de saudade e lastimou-se:
_Mas Chico, eu tenho tanta pena da minha barraquinha. Onde é que a gente vai viver por esse mundão de meu Deus?
_Em todo pé de pau há um galho mode a gente armar a tipóia... Respondeu Chico Bento.
O vaqueiro foi até Quixadá no animal que trocou com Vicente para ver se arranjava as passagens de graça que o governo estava dando.
Recebendo o dinheiro do Zacarias da feira, se desfazendo da burra e matando as criaçõezinhas que restavam que é que faltava?
Foi em vão que Chico Bento contou ao homem das passagens a sua necessidade de se transportar a Fortaleza com a família. Só ele, a mulher, a cunhada e cinco filhos pequenos.
Todas as passagens já estavam cedidas. O jeito era ir por terra.
Cordulina remendava uns panos, quando o vaqueiro chegou:
_Como se foi Chico? Trouxe o dinheiro e as passagens?
_Que passagens! Tem de ir tudo é por terra feito animal! Nesta desgraça quem é que arranja nada! Deus só nasceu pros ricos!
As pessoas começaram a ir embora por causa da seca.
Dona Inácia e Conceição partem de trem. À janela, a moça acenava com a mão, depois com o lenço que vibrava como uma asa fugitiva. Vicente correspondia, sacudindo seu largo chapéu de massa.
Dona Inácia enxugava os olhos que insistiam em lacrimejar. Conceição passou-lhe a mão pelo ombro:
_Que é isso mãe Nácia, ainda chorando?
_Deixar tudo assim, morrendo de fome e de seca! Fazia vinte e cinco anos que eu não saía do Logradouro, a não ser para Quixadá!...
Chico Bento vai embora por terra.
Coloca o pequeno no meio da carga, amarrado por um pano aos cabeçotes da cangalha. Mocinha, a cunhada, levava sua trouxa debaixo do braço, e na mão, os chinelos vermelhos de ir à missa. O sol esquentava, os meninos brigavam, Cordulina e Chico choravam.
Na primeira noite, arrancharam-se numa tapera que apareceu junto da estrada. O vaqueiro trouxe uma manta de carne de bode, seca, e um saco de farinha, com quartos de rapadura dentro.
As mulheres improvisaram uma trempe e acenderam o fogo. E a carne foi assada sobre as brasas. Como não tinha água para lavar, estava muito salgada, estava uma pia.
Chico Bento arranjou água a quase um quilômetro de distância para matar a sede da família.
Debaixo de um juazeiro grande se arranchara um bando de retirantes: uma velha, dois homens, uma mulher nova e algumas crianças.
Quando Chico Bento e seu grupo apontaram na estrada, os homens esfolavam uma rês e as mulheres ferviam água em uma lata de querosene.
Cordulina ofegava de cansaço, Mocinha lambia os pés queimados e os meninos choramingavam pedindo de comer.
O juazeiro era um só. O vaqueiro também se achou no direito de se abrigar lá. Depois de arriar as trouxas e aliviar a burra, reparou nos vizinhos. A rês estava esfolada e mal cheirosa.
Chico Bento se aproxima dos esfoleadores e pergunta:
_De que morreu essa novilha?
Um dos homens levantou-se e disse:
_De mal dos chifres. Nós já achamos ela doente. E vamos aproveitar mode não dar para os urubus e matar nossa fome.
Chico Bento cuspiu longe, enjoado:
_E vosmecês têm coragem de comer isso?
O outro explicou:
_Faz dois dias que a gente não bota um de comer de panela na boca...
_Por isso não! Disse Chico Bento. Eu tenho um resto de criação salgada que dá pra nós. Rebolem essa porcaria podre para os urubus.
E o bode sumiu-se todo...
E AGORA? O QUE SERÁ DA FAMÍLIA DE CHICO BENTO SEM TER O QUE COMER AMANHÃ?
RESUMO DO LIVRO O QUINZE
Vicente falou lentamente, no vaivém do balanço:
_É... Aliás, eu não devia andar comprando gado agora... Mas vamos ao curral para você ver os animais que eu tenho.
Afastaram-se para o curral. Quando o vaqueiro montou novamente, o rapaz disse, a modo de despedida:
_Pois de manhãzinha bem cedo mande o rapaz buscar o animal e a ordem do dinheiro para o Zacarias da feira.
Chico Bento saiu com escuro. Pensava na troca. Umas reses tão formosas! Por um babau velho e cinqüenta mil réis de volta! O que é a gente estar na desgraça...
Agora ao Chico Bento, como único recurso, só restava arribar. Sem legume, sem serviço, não havia de ficar morrendo de fome enquanto a seca durasse. Combinou com a mulher o plano de partida. Ela ouviu chorando. Queria ir pro Amazonas, pois lá não morreriam de fome porque sempre há borracha e serviço.
Cordulina sentiu um aperto de saudade e lastimou-se:
_Mas Chico, eu tenho tanta pena da minha barraquinha. Onde é que a gente vai viver por esse mundão de meu Deus?
_Em todo pé de pau há um galho mode a gente armar a tipóia... Respondeu Chico Bento.
O vaqueiro foi até Quixadá no animal que trocou com Vicente para ver se arranjava as passagens de graça que o governo estava dando.
Recebendo o dinheiro do Zacarias da feira, se desfazendo da burra e matando as criaçõezinhas que restavam que é que faltava?
Foi em vão que Chico Bento contou ao homem das passagens a sua necessidade de se transportar a Fortaleza com a família. Só ele, a mulher, a cunhada e cinco filhos pequenos.
Todas as passagens já estavam cedidas. O jeito era ir por terra.
Cordulina remendava uns panos, quando o vaqueiro chegou:
_Como se foi Chico? Trouxe o dinheiro e as passagens?
_Que passagens! Tem de ir tudo é por terra feito animal! Nesta desgraça quem é que arranja nada! Deus só nasceu pros ricos!
As pessoas começaram a ir embora por causa da seca.
Dona Inácia e Conceição partem de trem. À janela, a moça acenava com a mão, depois com o lenço que vibrava como uma asa fugitiva. Vicente correspondia, sacudindo seu largo chapéu de massa.
Dona Inácia enxugava os olhos que insistiam em lacrimejar. Conceição passou-lhe a mão pelo ombro:
_Que é isso mãe Nácia, ainda chorando?
_Deixar tudo assim, morrendo de fome e de seca! Fazia vinte e cinco anos que eu não saía do Logradouro, a não ser para Quixadá!...
Chico Bento vai embora por terra.
Coloca o pequeno no meio da carga, amarrado por um pano aos cabeçotes da cangalha. Mocinha, a cunhada, levava sua trouxa debaixo do braço, e na mão, os chinelos vermelhos de ir à missa. O sol esquentava, os meninos brigavam, Cordulina e Chico choravam.
Na primeira noite, arrancharam-se numa tapera que apareceu junto da estrada. O vaqueiro trouxe uma manta de carne de bode, seca, e um saco de farinha, com quartos de rapadura dentro.
As mulheres improvisaram uma trempe e acenderam o fogo. E a carne foi assada sobre as brasas. Como não tinha água para lavar, estava muito salgada, estava uma pia.
Chico Bento arranjou água a quase um quilômetro de distância para matar a sede da família.
Debaixo de um juazeiro grande se arranchara um bando de retirantes: uma velha, dois homens, uma mulher nova e algumas crianças.
Quando Chico Bento e seu grupo apontaram na estrada, os homens esfolavam uma rês e as mulheres ferviam água em uma lata de querosene.
Cordulina ofegava de cansaço, Mocinha lambia os pés queimados e os meninos choramingavam pedindo de comer.
O juazeiro era um só. O vaqueiro também se achou no direito de se abrigar lá. Depois de arriar as trouxas e aliviar a burra, reparou nos vizinhos. A rês estava esfolada e mal cheirosa.
Chico Bento se aproxima dos esfoleadores e pergunta:
_De que morreu essa novilha?
Um dos homens levantou-se e disse:
_De mal dos chifres. Nós já achamos ela doente. E vamos aproveitar mode não dar para os urubus e matar nossa fome.
Chico Bento cuspiu longe, enjoado:
_E vosmecês têm coragem de comer isso?
O outro explicou:
_Faz dois dias que a gente não bota um de comer de panela na boca...
_Por isso não! Disse Chico Bento. Eu tenho um resto de criação salgada que dá pra nós. Rebolem essa porcaria podre para os urubus.
E o bode sumiu-se todo...
E AGORA? O QUE SERÁ DA FAMÍLIA DE CHICO BENTO SEM TER O QUE COMER AMANHÃ?
segunda-feira, 5 de abril de 2010
A expanão ultramarina européia
A expansão marítima européia, processo histórico ocorrido entre os séculos XV e XVII, contribuiu para que a Europa superasse a crise dos séculos XIV e XV.
Através das Grandes Navegações há uma expansão das atividades comerciais, contribuindo para o processo de acumulação de capitais na Europa.
O contato comercial entre todas as partes do mundo (Europa, Ásia, África e América ) torna possível uma história em escala mundial, favorecendo uma ampliação dos conhecimento geográficos e o contato entre culturas diferentes.
Fatores para a Expansão Marítima
A expansão marítima teve um nítido caráter comercial, daí definir este processo como uma empresa comercial de navegação, ou como grandes empreendimentos marítimos. Para o sucesso desta atividade comercial o fator essencial foi a formação do Estado Nacional.
Formação do Estado Nacional e a centralização política-as Grandes Navegações só foram possíveis com a centralização do poder político, pois fazia-se necessário uma complexa estrutura material de navios, armas, homens, recursos financeiros.
A aliança rei-burguesia possibilitou o alcance destes objetivos tornando viável a expansão marítima.
Avanços técnicos na arte náutica-o aprimoramento dos conhecimentos geográficos, graças ao desenvolvimento da cartografia; o desenvolvimento de instrumentos náuticos-bússola, astrolábio, sextante - e a construção de embarcações capazes de realizar viagens a longa distância, como as naus e as caravelas.
Interesses econômicos- a necessidade de ampliar a produção de alimentos, em virtude da retomada do crescimento demográfico; a necessidade de metais preciosos para suprir a escassez de moedas; romper o monopólio exercido pelas cidades italianas no Mediterrâneo que contribuía para o encarecimento das mercadorias vindas do Oriente; tomada de Constantinopla, pelo turcos otomanos, encarecendo ainda mais os produtos do Oriente.
Sociais-o enfraquecimento da nobreza feudal e o fortalecimento da burguesia mercantil.
Religiosos-a possibilidade de conversão dos pagãos ao cristianismo mediante a ação missionária da Igreja Católica.
Expansão marítima portuguesa
Portugal foi a primeira nação a realizar a expansão marítima. Além da posição geográfica, de uma situação de paz interna e da presença de uma forte burguesia mercantil; o pioneirismo português é explicado pela sua centralização política que, como vimos, era condição primordial para as Grandes Navegações.
A formação do Estado Nacional português está relacionada à Guerra de Reconquista - luta entre cristãos e muçulmanos na península Ibérica.
A primeira dinastia portuguesa foi a Dinastia de Borgonha ( a partir de 1143 ) caracterizada pelo processo de expansão territorial interna.
Entre os anos de 1383 e 1385 o Reino de Portugal conhece um movimento político denominado Revolução de Avis -movimento que realiza a centralização do poder político: aliança entre a burguesia mercantil lusitana com o mestre da Ordem de Avis, D. João. A Dinastia de Avis é caracterizada pela expansão externa de Portugal: a expansão marítima.
Etapas da expansão
A expansão marítima portuguesa interessava à Monarquia, que buscava seu fortalecimento; à nobreza, interessada em conquista de terras; à Igreja Católica e a possibilidade de cristianizar outros povos e a burguesia mercantil, desejosa de ampliar seus lucros.
A seguir, as principais etapas da expansão de Portugal:
1415 -tomada de Ceuta, importante entreposto comercial no norte da África;
1420 -ocupação das ilhas da Madeira e Açores no Atlântico;
1434 -chegada ao Cabo Bojador;
1445 -chegada ao Cabo Verde;
1487 -Bartolomeu Dias e a transposição do Cabo das Tormentas;
1498 -Vasco da Gama atinge as Índias ( Calicute );
1499 -viagem de Pedro Álvares Cabral ao Brasil.
Expansão marítima espanhola
A Espanha será um Estado Nacional somente em 1469, com o casamento de Isabel de Castela e Fernando de Aragão. Dois importantes reinos cristãos que enfrentaram os mouros na Guerra de Reconquista.
No ano de 1492 o último reduto mouro -Granada -foi conquistado pelos cristãos; neste mesmo ano, Cristovão Colombo ofereceu seus serviços aos reis da Espanha.
Colombo acreditava que, navegando para oeste, atingiria o Oriente. O navegante recebeu três navios e, sem saber chegou a um novo continente: a América.
A seguir a principais etapas da expansão espanhola:
1492 - chegada de Colombo a um novo continente, a América;
1504 -Américo Vespúcio afirma que a terra descoberta por Colombo era um novo continente;
1519 a 1522 - Fernão de Magalhães realizou a primeira viagem de circunavegação do globo.
As rivalidades Ibérica
Portugal e Espanha, buscando evitar conflitos sobre os territórios descobertos ou a descobrir, resolveram assinar um acordo -proposto pelo papa Alexandre VI - em 1493: um meridiano passando 100 léguas a oeste das ilhas de Cabo Verde, dividindo as terras entre Portugal e Espanha. Portugal não aceitou o acordo e no ano de 1494 foi assinado o Tratado de Tordesilhas.
O tratado de Tordesilhas não foi reconhecido pelas demais nações
Navegações Tardias
Inglaterra, França e Holanda.
O atraso na centralização política justifica o atraso destas nações na expansão marítima:
A Inglaterra e França envolveram-se na Guerra dos Cem Anos(1337-1453) e, após este longo conflito, a inglaterra passa por uma guerra civil - a Guerra das Duas Rosas ( 1455-1485 ); já a França, no final do conflito com a Inglaterra enfrenta um período de lutas no reinado de Luís XI (1461-1483).
Somente após estes conflitos internos é que ingleses, durante o reinado de Elizabeth I (1558-1603 ); e franceses, durante o reinado de Francisco I iniciaram a expansão marítima.
A Holanda tem seu processo de centralização política atrasado por ser um feudo espanhol. Somente com o enfraquecimento da Espanha e com o processo de sua independência é que os holandeses iniciarão a expansão marítima.CONSEQÜÊNCIAS
As Grandes navegações contribuíram para uma radical transformação da visão da história da humanidade. Houve uma ampliação do conhecimento humano sobre a geografia da Terra e uma verdadeira Revolução Comercial, a partir da unificação dos mercados europeus, asiáticos, africanos e americanos.
A seguir algumas das principais mudanças:
A decadência das cidades italianas; a mudança do eixo econômico do mar Mediterrâneo para o oceano Atlântico; a formação do Sistema Colonial; enorme afluxo de metais para a Europa proveniente da América; o retorno do escravismo em moldes capitalistas; o euro-centrismo, ou a hegemonia européia sobre o mundo; e o processo de acumulação primitiva de capitais resultado na organização da formação social do capitalismo.
Faça uma Leitura do Texto.
Em seu caderno a partir da leitura faça um fichamento.
Assista a video e faça um relatório.
Através das Grandes Navegações há uma expansão das atividades comerciais, contribuindo para o processo de acumulação de capitais na Europa.
O contato comercial entre todas as partes do mundo (Europa, Ásia, África e América ) torna possível uma história em escala mundial, favorecendo uma ampliação dos conhecimento geográficos e o contato entre culturas diferentes.
Fatores para a Expansão Marítima
A expansão marítima teve um nítido caráter comercial, daí definir este processo como uma empresa comercial de navegação, ou como grandes empreendimentos marítimos. Para o sucesso desta atividade comercial o fator essencial foi a formação do Estado Nacional.
Formação do Estado Nacional e a centralização política-as Grandes Navegações só foram possíveis com a centralização do poder político, pois fazia-se necessário uma complexa estrutura material de navios, armas, homens, recursos financeiros.
A aliança rei-burguesia possibilitou o alcance destes objetivos tornando viável a expansão marítima.
Avanços técnicos na arte náutica-o aprimoramento dos conhecimentos geográficos, graças ao desenvolvimento da cartografia; o desenvolvimento de instrumentos náuticos-bússola, astrolábio, sextante - e a construção de embarcações capazes de realizar viagens a longa distância, como as naus e as caravelas.
Interesses econômicos- a necessidade de ampliar a produção de alimentos, em virtude da retomada do crescimento demográfico; a necessidade de metais preciosos para suprir a escassez de moedas; romper o monopólio exercido pelas cidades italianas no Mediterrâneo que contribuía para o encarecimento das mercadorias vindas do Oriente; tomada de Constantinopla, pelo turcos otomanos, encarecendo ainda mais os produtos do Oriente.
Sociais-o enfraquecimento da nobreza feudal e o fortalecimento da burguesia mercantil.
Religiosos-a possibilidade de conversão dos pagãos ao cristianismo mediante a ação missionária da Igreja Católica.
Expansão marítima portuguesa
Portugal foi a primeira nação a realizar a expansão marítima. Além da posição geográfica, de uma situação de paz interna e da presença de uma forte burguesia mercantil; o pioneirismo português é explicado pela sua centralização política que, como vimos, era condição primordial para as Grandes Navegações.
A formação do Estado Nacional português está relacionada à Guerra de Reconquista - luta entre cristãos e muçulmanos na península Ibérica.
A primeira dinastia portuguesa foi a Dinastia de Borgonha ( a partir de 1143 ) caracterizada pelo processo de expansão territorial interna.
Entre os anos de 1383 e 1385 o Reino de Portugal conhece um movimento político denominado Revolução de Avis -movimento que realiza a centralização do poder político: aliança entre a burguesia mercantil lusitana com o mestre da Ordem de Avis, D. João. A Dinastia de Avis é caracterizada pela expansão externa de Portugal: a expansão marítima.
Etapas da expansão
A expansão marítima portuguesa interessava à Monarquia, que buscava seu fortalecimento; à nobreza, interessada em conquista de terras; à Igreja Católica e a possibilidade de cristianizar outros povos e a burguesia mercantil, desejosa de ampliar seus lucros.
A seguir, as principais etapas da expansão de Portugal:
1415 -tomada de Ceuta, importante entreposto comercial no norte da África;
1420 -ocupação das ilhas da Madeira e Açores no Atlântico;
1434 -chegada ao Cabo Bojador;
1445 -chegada ao Cabo Verde;
1487 -Bartolomeu Dias e a transposição do Cabo das Tormentas;
1498 -Vasco da Gama atinge as Índias ( Calicute );
1499 -viagem de Pedro Álvares Cabral ao Brasil.
Expansão marítima espanhola
A Espanha será um Estado Nacional somente em 1469, com o casamento de Isabel de Castela e Fernando de Aragão. Dois importantes reinos cristãos que enfrentaram os mouros na Guerra de Reconquista.
No ano de 1492 o último reduto mouro -Granada -foi conquistado pelos cristãos; neste mesmo ano, Cristovão Colombo ofereceu seus serviços aos reis da Espanha.
Colombo acreditava que, navegando para oeste, atingiria o Oriente. O navegante recebeu três navios e, sem saber chegou a um novo continente: a América.
A seguir a principais etapas da expansão espanhola:
1492 - chegada de Colombo a um novo continente, a América;
1504 -Américo Vespúcio afirma que a terra descoberta por Colombo era um novo continente;
1519 a 1522 - Fernão de Magalhães realizou a primeira viagem de circunavegação do globo.
As rivalidades Ibérica
Portugal e Espanha, buscando evitar conflitos sobre os territórios descobertos ou a descobrir, resolveram assinar um acordo -proposto pelo papa Alexandre VI - em 1493: um meridiano passando 100 léguas a oeste das ilhas de Cabo Verde, dividindo as terras entre Portugal e Espanha. Portugal não aceitou o acordo e no ano de 1494 foi assinado o Tratado de Tordesilhas.
O tratado de Tordesilhas não foi reconhecido pelas demais nações
Navegações Tardias
Inglaterra, França e Holanda.
O atraso na centralização política justifica o atraso destas nações na expansão marítima:
A Inglaterra e França envolveram-se na Guerra dos Cem Anos(1337-1453) e, após este longo conflito, a inglaterra passa por uma guerra civil - a Guerra das Duas Rosas ( 1455-1485 ); já a França, no final do conflito com a Inglaterra enfrenta um período de lutas no reinado de Luís XI (1461-1483).
Somente após estes conflitos internos é que ingleses, durante o reinado de Elizabeth I (1558-1603 ); e franceses, durante o reinado de Francisco I iniciaram a expansão marítima.
A Holanda tem seu processo de centralização política atrasado por ser um feudo espanhol. Somente com o enfraquecimento da Espanha e com o processo de sua independência é que os holandeses iniciarão a expansão marítima.CONSEQÜÊNCIAS
As Grandes navegações contribuíram para uma radical transformação da visão da história da humanidade. Houve uma ampliação do conhecimento humano sobre a geografia da Terra e uma verdadeira Revolução Comercial, a partir da unificação dos mercados europeus, asiáticos, africanos e americanos.
A seguir algumas das principais mudanças:
A decadência das cidades italianas; a mudança do eixo econômico do mar Mediterrâneo para o oceano Atlântico; a formação do Sistema Colonial; enorme afluxo de metais para a Europa proveniente da América; o retorno do escravismo em moldes capitalistas; o euro-centrismo, ou a hegemonia européia sobre o mundo; e o processo de acumulação primitiva de capitais resultado na organização da formação social do capitalismo.
Faça uma Leitura do Texto.
Em seu caderno a partir da leitura faça um fichamento.
Assista a video e faça um relatório.
segunda-feira, 29 de março de 2010
CAPÍTULO 01
Novela O Quinze (Rachel de Queiroz)
Depois de se benzer e de beijar duas vezes a medalhinha de São José, Dona Inácia concluiu:
“Dignai-vos ouvir nossas súplicas, ò castíssimo esposo da Virgem Maria, e alcançai o que rogamos. Amém!”
Vendo a avó sair do quarto do santuário, Conceição, que fazia as tranças sentada numa rede ao canto da sala, interpelou-a:
_ E nem chove, hein, mãe Nácia? Já chegou o fim do mês... Nem por você fazer tanta novena...
Dona Inácia levantou os olhos para o telhado:
_Tenho fé em São José que ainda chove! Tem-se visto inverno começar até em abril.
_Você não vem tomar o seu café de leite, Conceição?
A moça pôs-se a cear, calada, abstraída. Depois tomou à bênção a avó e foi para seu quarto, folheou devagar um livro, relendo trechos conhecidos, cenas amorosas, duelos, episódios de campanha. Conceição apagou a luz e foi dormir.
Todos os anos, nas férias da escola, Conceição vinha passar uns meses com a avó (que a criara desde que sua mãe morrera) no Logradouro, a velha fazenda da família, perto do Quixadá.
Tinha seu quarto, seus livros e chegava sempre cansada, emagrecida pelos dez meses de professorado. Conceição tinha 22 anos e não falava em casar, era acostumada a pensar por si só, a viver isolada e a criar suas idéias e preconceitos próprios.
Vicente, encostado a uma jurema, defronte ao juazeiro dirigia a distribuição de rama verde ao gado. Reses magras, com grandes ossos furando o couro das ancas. Era raro, em março, ainda se tratar de gado. A rama já não dava nem para um mês.
Dona Maroca das Aroeiras deu ordem pra, se não chover até o dia de São José, abrir as porteiras do curral. E o pessoal dela que ganhe o mundo...
Chico Bento, o vaqueiro das Aroeiras aboiava dolorosamente, vendo o gado sair, um a um, do curral. Da janela da cozinha, as mulheres assistiam à cena. Choravam silenciosamente, enxugando os olhos na beira dos casacos.
Ao dar as costas, rumo á casa, de cabeça curvada, Chico Bento murmurou desoladamente:
_Ô sorte, meu Deus! Comer cinza até cair morto de fome!
Ao chegar à velha casa de taipa, Chico entrou, no mesmo passo lento e foi direto ao caritó e tirou uma carta dobrada. Ele, penosamente decifrou a letra do administrador, sobrinho de Dona Maroca:
Minha tia resolveu que não chovendo até o dia de São José,
você abra as porteiras e solte o gado. É melhor sofrer logo
o prejuízo do que andar gastando dinheiro à toa em rama e
caroço, pra não ter resultado. Você pode tomar rumo ou, se
quiser, fique nas Aroeiras, mas sem serviço da fazenda.
Sem mais, do compadre amigo...
O vaqueiro ficou olhando aquelas letras que exprimem tanta desgraça. Depois dobrou o papel e pôs no lugar, porque uma carta daquelas lhe parecia coisa amaldiçoada.
No poente avermelhado, um vulto preto se desenhou. Era Chico Bento a cavalo, chegando à casa de Vicente para vender o que lhe restava e ir embora daquele lugar. O cavalo parou debaixo do pau branco seco que fazia às vezes de sombra.
Vicente, sentado numa rede, via-o chegar.
_Boa tarde, compadre. Abanque-se!
O vaqueiro sentou-se num banco de pau, junto ao parapeito.
_É verdade que você vai-se embora?
O caboclo alongou a voz lamentosa:
_Inhor sim... A dona mandou soltar o gado... Ainda esperei uma semana, pois me esperancei que inda chovesse depois de São José... Mas qual!
Vicente baixou a cabeça pensativo e perguntou:
_Quantas reses você tem para negócio?
_Um boiote, uma vaca solteira e um garrote. Tem mais a minha roupa de couro.
_Quanto você quer por isso?
_Pela roupa pode me dar vinte mil réis...
_E pelas reses?
_Pelas reses, me dê quarenta mil réis por cabeça... É mesmo que lhe dar dado...
_Quarenta mil réis é caro. O gado no Quixadá está a vinte e cinco e trinta mil réis.
O vaqueiro levantou o chapéu de couro e coçou a nuca:
_Se o compadre Vicente quisesse fazer uma troca... Me dava um animal de carga e uma volta em dinheiro...
E AÍ? SERÁ QUE O CHICO BENTO CONSEGUIU FAZER A TROCA? NÃO PERCA O PRÓXIMO CAPÍTULO.
Novela O Quinze (Rachel de Queiroz)
Depois de se benzer e de beijar duas vezes a medalhinha de São José, Dona Inácia concluiu:
“Dignai-vos ouvir nossas súplicas, ò castíssimo esposo da Virgem Maria, e alcançai o que rogamos. Amém!”
Vendo a avó sair do quarto do santuário, Conceição, que fazia as tranças sentada numa rede ao canto da sala, interpelou-a:
_ E nem chove, hein, mãe Nácia? Já chegou o fim do mês... Nem por você fazer tanta novena...
Dona Inácia levantou os olhos para o telhado:
_Tenho fé em São José que ainda chove! Tem-se visto inverno começar até em abril.
_Você não vem tomar o seu café de leite, Conceição?
A moça pôs-se a cear, calada, abstraída. Depois tomou à bênção a avó e foi para seu quarto, folheou devagar um livro, relendo trechos conhecidos, cenas amorosas, duelos, episódios de campanha. Conceição apagou a luz e foi dormir.
Todos os anos, nas férias da escola, Conceição vinha passar uns meses com a avó (que a criara desde que sua mãe morrera) no Logradouro, a velha fazenda da família, perto do Quixadá.
Tinha seu quarto, seus livros e chegava sempre cansada, emagrecida pelos dez meses de professorado. Conceição tinha 22 anos e não falava em casar, era acostumada a pensar por si só, a viver isolada e a criar suas idéias e preconceitos próprios.
Vicente, encostado a uma jurema, defronte ao juazeiro dirigia a distribuição de rama verde ao gado. Reses magras, com grandes ossos furando o couro das ancas. Era raro, em março, ainda se tratar de gado. A rama já não dava nem para um mês.
Dona Maroca das Aroeiras deu ordem pra, se não chover até o dia de São José, abrir as porteiras do curral. E o pessoal dela que ganhe o mundo...
Chico Bento, o vaqueiro das Aroeiras aboiava dolorosamente, vendo o gado sair, um a um, do curral. Da janela da cozinha, as mulheres assistiam à cena. Choravam silenciosamente, enxugando os olhos na beira dos casacos.
Ao dar as costas, rumo á casa, de cabeça curvada, Chico Bento murmurou desoladamente:
_Ô sorte, meu Deus! Comer cinza até cair morto de fome!
Ao chegar à velha casa de taipa, Chico entrou, no mesmo passo lento e foi direto ao caritó e tirou uma carta dobrada. Ele, penosamente decifrou a letra do administrador, sobrinho de Dona Maroca:
Minha tia resolveu que não chovendo até o dia de São José,
você abra as porteiras e solte o gado. É melhor sofrer logo
o prejuízo do que andar gastando dinheiro à toa em rama e
caroço, pra não ter resultado. Você pode tomar rumo ou, se
quiser, fique nas Aroeiras, mas sem serviço da fazenda.
Sem mais, do compadre amigo...
O vaqueiro ficou olhando aquelas letras que exprimem tanta desgraça. Depois dobrou o papel e pôs no lugar, porque uma carta daquelas lhe parecia coisa amaldiçoada.
No poente avermelhado, um vulto preto se desenhou. Era Chico Bento a cavalo, chegando à casa de Vicente para vender o que lhe restava e ir embora daquele lugar. O cavalo parou debaixo do pau branco seco que fazia às vezes de sombra.
Vicente, sentado numa rede, via-o chegar.
_Boa tarde, compadre. Abanque-se!
O vaqueiro sentou-se num banco de pau, junto ao parapeito.
_É verdade que você vai-se embora?
O caboclo alongou a voz lamentosa:
_Inhor sim... A dona mandou soltar o gado... Ainda esperei uma semana, pois me esperancei que inda chovesse depois de São José... Mas qual!
Vicente baixou a cabeça pensativo e perguntou:
_Quantas reses você tem para negócio?
_Um boiote, uma vaca solteira e um garrote. Tem mais a minha roupa de couro.
_Quanto você quer por isso?
_Pela roupa pode me dar vinte mil réis...
_E pelas reses?
_Pelas reses, me dê quarenta mil réis por cabeça... É mesmo que lhe dar dado...
_Quarenta mil réis é caro. O gado no Quixadá está a vinte e cinco e trinta mil réis.
O vaqueiro levantou o chapéu de couro e coçou a nuca:
_Se o compadre Vicente quisesse fazer uma troca... Me dava um animal de carga e uma volta em dinheiro...
E AÍ? SERÁ QUE O CHICO BENTO CONSEGUIU FAZER A TROCA? NÃO PERCA O PRÓXIMO CAPÍTULO.
REFLEXÃO SOBRE PÁSCOA
Páscoa! Menos chocolate,mais reflexão
Por: Isabel C. S. Vargas
Basta sair à rua, ler, jornal, ou receber encartes de estabelecimentos comerciais para ver o forte tom apelativo ao consumo. Muito pouca mensagem de fundo espiritual, religioso, aludindo ao momento a ser comemorado. Claro que chocolate é bom. Motivo de perdição para alguns que se revelam dependentes.
Tal qual no Natal, há a obrigatoriedade de presentear, ser feliz, comemorar.Mas não pode, ou não deve ser só isto. Há muito que digo que é possível ser feliz sem presentes (não que não seja bom) que há vida fora da festividade, da algazarra, dos acessórios supérfluos. Basta buscar em nosso interior e identificar tudo que realmente é importante para nós.
Claro que não é possível ignorar que quando há crianças na família e eles ainda acreditam em muitas coisas mágicas, como Papai Noel, Coelhinho da Páscoa, não dá para deixá-los sem o presente que lhes abrirá um lindo sorriso no rosto e fará brilhar seus olhos. A fantasia na idade certa é saudável e lhes dará muitas lembranças maravilhosas, que passarão aos outros quando estiverem crescidos e nós, possivelmente, estaremos vivos somente em suas lembranças e seus corações. Talvez estejamos assegurando nosso quinhão de imortalidade, afinal somos humanos.
Que saibamos lembrar do significado da Páscoa, que tenhamos uma vida renovada de bons propósitos, boas intenções, boas ações. Se não tivemos os quarenta dias de preparação, se não expurgamos nossos erros, não refletimos (é para isto que serve a quaresma, preparação e reflexão) que o façamos agora.
Sempre é tempo de pedir perdão e de perdoar, de revolver a terra, tirar o pasto que atrapalha o broto e regar a semente de um novo amanhã, que desejamos todos seja menos violento, sem falsas promessas e falsos moralismos, mas abundante de amor, de paz, de oportunidades, de ética, de solidariedade de trabalho que seja verdadeiramente em prol de quem necessita e não para alimentar vaidades escondidas e outras nem tão escondidas.
Que tenhamos todos o compromisso de manter fidelidade à palavra empenhada, de melhorar a nós mesmos, de educar nossas crianças, de promover o bem em nossa família, nas instituições que freqüentamos na comunidade que vivemos.O amanhã é nossa responsabilidade. Que os ensinamentos DELE, estejam sempre vivos no coração de todos.
FELIZ PÁSCOA A TODOS
Por: Isabel C. S. Vargas
Basta sair à rua, ler, jornal, ou receber encartes de estabelecimentos comerciais para ver o forte tom apelativo ao consumo. Muito pouca mensagem de fundo espiritual, religioso, aludindo ao momento a ser comemorado. Claro que chocolate é bom. Motivo de perdição para alguns que se revelam dependentes.
Tal qual no Natal, há a obrigatoriedade de presentear, ser feliz, comemorar.Mas não pode, ou não deve ser só isto. Há muito que digo que é possível ser feliz sem presentes (não que não seja bom) que há vida fora da festividade, da algazarra, dos acessórios supérfluos. Basta buscar em nosso interior e identificar tudo que realmente é importante para nós.
Claro que não é possível ignorar que quando há crianças na família e eles ainda acreditam em muitas coisas mágicas, como Papai Noel, Coelhinho da Páscoa, não dá para deixá-los sem o presente que lhes abrirá um lindo sorriso no rosto e fará brilhar seus olhos. A fantasia na idade certa é saudável e lhes dará muitas lembranças maravilhosas, que passarão aos outros quando estiverem crescidos e nós, possivelmente, estaremos vivos somente em suas lembranças e seus corações. Talvez estejamos assegurando nosso quinhão de imortalidade, afinal somos humanos.
Que saibamos lembrar do significado da Páscoa, que tenhamos uma vida renovada de bons propósitos, boas intenções, boas ações. Se não tivemos os quarenta dias de preparação, se não expurgamos nossos erros, não refletimos (é para isto que serve a quaresma, preparação e reflexão) que o façamos agora.
Sempre é tempo de pedir perdão e de perdoar, de revolver a terra, tirar o pasto que atrapalha o broto e regar a semente de um novo amanhã, que desejamos todos seja menos violento, sem falsas promessas e falsos moralismos, mas abundante de amor, de paz, de oportunidades, de ética, de solidariedade de trabalho que seja verdadeiramente em prol de quem necessita e não para alimentar vaidades escondidas e outras nem tão escondidas.
Que tenhamos todos o compromisso de manter fidelidade à palavra empenhada, de melhorar a nós mesmos, de educar nossas crianças, de promover o bem em nossa família, nas instituições que freqüentamos na comunidade que vivemos.O amanhã é nossa responsabilidade. Que os ensinamentos DELE, estejam sempre vivos no coração de todos.
FELIZ PÁSCOA A TODOS
terça-feira, 9 de março de 2010
Dinâmica populacionlmunda -Pirâmides etárias
Faça uma analise do video e relacione as diferenças entre a pirâmides etária dos países subdesenvolvidos e dos paises desenvolvidos.
Pesquise no google os paises com maior porcentagem de população jovem do mundo
Pais com a maior porcentagem de idosa do mundo.
Pais com a maior prcentagem de homens.
Pais com a maio porcentagem de mulheres
Explique cad item pesquisado.
E crie uma parodia ou musica tendocomo tema Pirâmides etárias.
Pesquise e faça uma produçao sobre a estrutura populacional e a divisão do trabalho por sexo.
Explique o papel da mulher na sociedade.
segunda-feira, 8 de março de 2010
A consolidação das monarquias na Europa moderna.
A partir do video pesquise no google: A formação das monarquias nacionais e faça um resumo. Faça uma PRODUÇÃO TEXTUAL, explicando sua compreensão sobre o assunto pesquisado fazendo uma relação com o video.
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